Conhecendo a linha Unique

Você já conhece o chocolate Unique? Aqui vamos explorar tudo sobre a linha, desde o plantio do cacau até a produção!

 

Cacau: a origem de tudo

Todo bom chocolate depende de um bom cacau! A linha Unique, em especial, utiliza cacau proveniente do sistema cabruca: uma forma de plantio sustentável, focada em qualidade ao invés de quantidade. Este cacau é plantado à sombra da Mata Atlântica e da Floresta Amazônica, ajudando a manter o equilíbrio da fauna e da flora locais. Com este sistema, não há tratores, colheitadeiras ou devastação da mata, mas um trabalho que emprega comunidades do interior da Bahia e do Pará, somados ao reflorestamento e à contribuição para o meio ambiente. Se quiser mais informações sobre este tipo de plantio, acesse https://www.cabruca.org.br/!

Transformando o fruto

Para além do plantio, o próprio processo da linha Unique é diferenciado dos demais chocolates: o cacau é colhido e os melhores frutos são separados manualmente. Suas amêndoas são, então, levadas para secar e fermentar. Esse processo dura cerca de 15h para chocolates normais, enquanto para um chocolate especial como Unique, o processo é completamente natural e dura em média duas semanas, trazendo um aroma e sabor especial para as amêndoas – falaremos mais sobre isso à frente!

Torrefação, moagem e conchagem

São os processos que definem a “cara” do chocolate. A torrefação é um aquecimento que ajuda a fixar os sabores e aromas especiais da fermentação e secagem anteriores. A moagem transforma as amêndoas em liquor, que se separa em uma parte sólida, que é o cacau em pó; e em uma “líquida” que é a manteiga de cacau! Misturando o cacau em pó e a manteiga em diferentes proporções e acrescentando diferentes quantidades de leite e açúcar resulta nos variados tipos de chocolate, como você pode ver abaixo:

 

Tabela de combinações

Por fim essa mistura passa pelo processo de conchagem, que define o brilho, a textura e atenua qualquer resquício de acidez ou umidade indesejados. E já que estamos falando em sabor…

 

Terroir, o sabor da origem

Lembra do processo de fermentação e secagem que falamos lá em cima? O sabor e aroma que despertam nesse processo são realmente únicos: o tipo de solo em que o cacau foi plantado, a quantidade de luz, água e mesmo o clima locais criam um sabor específico de cada local de onde o cacau foi cultivado e colhido. Na cultura do vinho, essa característica única de sabor e aroma é chamada de terroir, e essas especificidades são encontradas também em cafés, azeite e também nos chocolates da linha Unique.

 

Características de cada sabor

Feito apenas com a gordura da manteiga de cacau, cada chocolate Unique é especial e tem características próprias de sabor e intensidade!

35% Branco

A primeira percepção é do sabor do leite, que fica em evidência muito rápido e perde de forma gradativa. Em seguida, a baunilha serve como nota de passagem até a chegada do sabor do caramelo, com elegante acidez.

gráfico sabores 35% branco

 

35% Ao Leite

Tudo começa com uma intensa nota de caramelo seguida de amêndoas torradas, características da Amazônia. É então que surge um toque intenso de manteiga, terminando em um sabor cítrico.

gráfico sabores 35% ao leite

 

53% Bahia

Predomina o sabor da banana passa, que tem um pico inicial e reduz gradativamente até a finalização. O amendoim tostado funciona como a passagem para notas mais “fechadas”, como a manteiga e o tabaco.

gráfico sabores 53%

 

63% Bahia

Notas iniciais de frutas vermelhas, seguidas do equilíbrio excelente entre o sabor marcante de caramelo e do cítrico. Quem faz a passagem aqui é o damasco, que entrega ao paladar nuances de tabaco.

gráfico sabores 63%

 

70% Amazônia

O teor alto de cacau faz cada sabor aparecer mais lentamente e com bom equilíbrio. O perfil sensorial é composto pelo frescor cítrico contraposto às notas densas e quentes de caramelo, amêndoas, nozes e amendoim.

gráfico sabores 70%

 

Chocolates Unique

Todo esse cuidado e preparo é a linha Unique! O que você acha dessa linha? Conta pra gente e, caso tenha mais dúvidas, estamos aqui para conversar!

Entendendo as embalagens!

Alergênicos e ingredientes de origem animal: como funcionam

Para quem é alérgico a alimentos ou segue uma dieta com restrição específica, já deve ter surgido uma dúvida: “qual produto eu posso consumir?”

Você tem as respostas na própria embalagem e pode tirar a dúvida quando estiver fazendo suas compras! Aqui, vamos lhe ajudar a identificar e entender estas informações!

 

Alergênicos

Leite, ovo, soja, trigo e aveia são ingredientes comuns, mas que colocam em risco a saúde de consumidores com alergia alimentar. Por isso, recebem o nome de “alergênicos” e é importante aprender sobre eles!

Em algumas receitas, são usados como ingredientes e adicionados durante o preparo. Em outras, vão aparecer por causa de um contato indireto que é chamado de…

 

Contaminação cruzada

Ela acontece quando ingredientes de uma receita entram em contato com a produção de outra e podem acabar deixando rastros, quantidades ínfimas, mas que precisam ser declaradas para proteger principalmente os alérgicos e intolerantes

Para ficar claro, é só pensar no seu dia a dia na cozinha. Uma xícara usada para tomar leite, uma assadeira untada com margarina ou uma frigideira com óleo de soja, mesmo lavadas, podem ter rastros deixados por estes ingredientes que vão aparecer em preparos futuros. Estes rastros são conhecidos como “traços” e também estão escritos na embalagem para não ficar nenhuma dúvida!

Vamos dar um exemplo. Os chocolates Ao Leite e Branco Melken são feitos com leite na receita. Na embalagem, a lista de ingredientes virá acompanhada de “CONTÉM LEITE”. Já o Meio Amargo Melken não usa leite durante a fabricação, mas, como o ambiente de produção é o mesmo, vestígios podem aparecer no produto final. Neste caso, você verá no rótulo “PODE CONTER LEITE”.

 

Resumindo, isso é o que você precisa saber na hora de interpretar o que está escrito nas embalagens:

  • ALÉRGICOS: CONTÉM

Todos os ingredientes listados desta forma fazem parte da receita do produto.

  • ALÉRGICOS: PODE CONTER

Estes ingredientes não foram adicionados, mas pode haver traços no produto por causa da contaminação cruzada.

 

O leite: alergia à proteína ou intolerância à lactose?

 

Estas são as duas complicações que envolvem o consumo de leite. Mesmo não tendo alergia à sua proteína, é possível ser intolerante à lactose (açúcar do leite) e ter dificuldades para digeri-la. Por isso, quando a lactose estiver na composição do produto, a embalagem também vai indicar – além de “contém leite” ou “pode conter leite” – a seguinte informação: CONTÉM LACTOSE.

No fim das contas, é importante lembrar que quando as informações não estiverem na embalagem é porque os ingredientes também não estão no produto!

 

Ficou alguma dúvida? Fale com a gente ou encontre a melhor dieta para o seu dia a dia consultando um médico ou profissional da saúde!

Confira também as resoluções da ANVISA nos links abaixo:

http://portal.anvisa.gov.br/documents/10181/2694583/RDC_26_2015_.pdf/b0a1e89b-e23d-452f-b029-a7bea26a698c

 

http://portal.anvisa.gov.br/noticias/-/asset_publisher/FXrpx9qY7FbU/content/rotulagem-de-lactose-em-alimentos-tem-regra-publicada/219201/pop_up?inheritRedirect=false

Diferença entre Chocolates e Coberturas

Entenda as Diferenças Entre Chocolates e Coberturas

Frequentemente, recebemos perguntas sobre coberturas e chocolates. Cada um desses produtos tem composições e usos diferentes. Esperamos que este artigo ajude a esclarecer as distinções entre eles.

Chocolate ou Cobertura?
Para entender a diferença entre chocolates e coberturas, vamos começar lembrando que o chocolate é uma receita feita a partir de alguns ingredientes básicos: massa de cacau, manteiga de cacau, açúcar e, na maioria dos casos, leite.

Na legislação brasileira, só pode ser classificado como chocolate os produtos que contenham, no total da receita, ao menos 25% de cacau. Assim, os os chocolates brancos, a legislação determina que o cacau deve ser ao menos 20% de todos os ingredientes. Isso porque, nesse sabor, não é acrescentada a massa de cacau que é a parte mais sólida e marrom da fruta. Portanto, são chocolates todos aqueles produtos que contenham ao menos 25% de cacau nas versões ao leite, meio amarga ou amargas e 20% para o chocolate branco. Todo produto com menor teor de cacau do que o previsto na legislação é classificado como cobertura.

Manteiga de Cacau – Uma Gordura Nobre

Outra grande diferença entre chocolates e coberturas é a presença da manteiga de cacau. O que conhecemos popularmente como chocolate nobre possui manteiga de cacau na composição.

A manteiga de cacau é uma gordura de origem vegetal e sólida em temperatura ambiente, o que é uma raridade na natureza. Ela possui mais de um ponto de fusão: começa a derreter entre 28°C e 30°C, mas só está totalmente líquida a 45°C. É por isso que os chocolates têm essa textura incrível, sabe? Aquela que vai derretendo aos poucos na boca!

A Técnica da Temperagem

Por causa da manteiga de cacau, é necessário realizar uma técnica específica antes de moldar o chocolate e transformá-lo em ovos de Páscoa, bombons, trufas ou pães de mel: a têmpera, também conhecida como temperagem. Aprenda aqui os passos básicos dessa técnica.

A Harald tem os chocolates das linhas Melken, que funcionam nas mais variadas e clássicas receitas da confeitaria, e Unique, feitos exclusivamente com manteiga de cacau, sem adição de outras gorduras. Os chocolates Unique também são produzidos com cacau 100% brasileiro, cultivado de forma diferenciada. Conheça mais aqui.

As coberturas facilitam o dia a dia de quem trabalha com confeitaria. Nelas, a manteiga de cacau é substituída por outros tipos de gordura vegetal, o que traz algumas vantagens para a nossa rotina: manuseio mais simples, com valor mais baixo e maior resistência a temperaturas elevadas.

Coberturas Fracionadas

Dentro da categoria de coberturas, ganham destaque as fracionadas, presentes nas linhas TOP e Confeiteiro. Feitas com uma combinação de gorduras, as coberturas fracionadas não precisam passar pela temperagem. Além disso, são mais fluidas após o derretimento. Isso significa que você terá casquinhas mais finas e delicadas e que o produto vai render muito mais e com o sabor muito próximo do chocolate!

Coberturas Hidrogenadas

Já uma cobertura hidrogenada como Raspar e Cobrir é indicada para decorações que vão enfrentar variações de temperatura por um longo período, como doces de padarias e docerias. Ela é macia, fácil para fazer raspas e cigarretes. Você também pode substituir a pasta americana e fazer massinhas decorativas com sabor de chocolate! Veja aqui como: Raspar & Cobrir: massinhas para decoração.

A Linha Inovare

Para quem está pensando em ter o melhor dos dois mundos, a Harald desenvolveu a linha Inovare, que alia a praticidade e resistência das coberturas ao sabor e textura inigualáveis dos chocolates!

Nesta linha, a manteiga de cacau dá lugar a gorduras com características equivalentes às da manteiga de cacau. Por causa dessa semelhança, é necessário fazer a têmpera (ou temperagem), mas sem medo e de um jeitinho bem mais fácil: alguns graus a mais ou a menos do indicado na embalagem não influenciarão no resultado final! Por isso, Inovare é uma linha excelente para iniciantes no mundo dos chocolates.

Os produtos pode ser usado em diversas aplicações. A escolha vai depender do tipo de receita que será feita, do domínio de técnicas, do valor que será investido e até mesmo da região em que você mora!

Dicas de Combinação

Além disso, você pode, inclusive, trabalhar com receitas que unem as vantagens dos dois produtos, mas cuidado! A mistura de chocolate e cobertura não é recomendada! Assim, por terem gorduras diferentes, o resultado será uma peça sem brilho e sem textura, como explicamos aqui: Misturando chocolates e coberturas.

Quer uma dica? Use os chocolates Melken para rechear bombons e trufas (nesse caso, você não vai precisar fazer a temperagem!) e banhe os doces com coberturas Top, criando uma casquinha fina e brilhante.

Ficou com dúvidas na escolha do produto ideal? Fale com a gente ou clique aqui: Como Escolher seu Chocolate.

Estamos aqui para apoiar você nesta aventura que é trabalhar com chocolates e coberturas. Conte sempre com a Harald!

Maior data de validade? Organize sua produção!

Planejamento do Custo e Validade de Receitas: Dicas para Aumentar o Shelf-Life

Importância do Planejamento

Planejar o custo e a data de validade de suas receitas é tão crucial quanto definir ingredientes, sabores, decoração e finalização. Organizar sua rotina de produção pode aumentar a durabilidade de suas receitas, garantindo que permaneçam saborosas pelo máximo de tempo possível. Neste post, vamos explicar como se planejar para estender o shelf-life de suas criações.

Durabilidade dos Ingredientes

Você já reparou na diferença de durabilidade entre os ingredientes em sua casa? Frutas, legumes, laticínios e carnes geralmente duram menos que massas secas, farinhas e similares. A principal diferença é a presença de água: ingredientes mais secos têm maior durabilidade. A água é essencial para a vida e facilita o desenvolvimento de bactérias, leveduras e bolores. Esse fenômeno é conhecido como atividade de água; quanto mais alta a atividade de água, mais rapidamente os microorganismos se desenvolvem, estragando o alimento.

Chocolates e coberturas têm baixa atividade de água, o que os torna naturalmente mais duráveis. No entanto, ao moldar e rechear trufas, bombons, bolos e ovos de Páscoa, adicionamos ingredientes que aumentam a atividade de água, como frutas e recheios feitos com creme de leite, diminuindo o shelf-life da receita final.

Como Aumentar o Shelf-Life das Receitas

Uma dica essencial é organizar sua rotina de trabalho. Moldar o chocolate sem adicionar outros ingredientes mantém a validade quase intacta. Faça casquinhas de ovos de Páscoa, trufas, bombons e pães de mel separadamente do recheio. Armazene-as adequadamente e, próximo à entrega, prepare o recheio e finalize, garantindo a máxima durabilidade.

Além disso, outra dica é utilizar produtos prontos. A Harald oferece coberturas, recheios, ganaches, brigadeiro, beijinho e muitos outros produtos já prontos para uso. Isso agiliza a produção e garante maior shelf-life, pois durante o processo de produção na fábrica, a atividade de água é minimizada. Por fim, conheça nossos produtos aqui e, se tiver dúvidas ou precisar de dicas, conte conosco para ajudar.

É possível misturar coberturas e chocolates?

Mistura de Coberturas Fracionadas e Chocolates: Entenda por que Não Funciona

Recebemos muitas dúvidas sobre a possibilidade de misturar coberturas fracionadas (ou hidrogenadas) com chocolates. Algumas pessoas indicam diversas proporções para essa mistura. No entanto, queremos esclarecer que essas coberturas e chocolates são produtos distintos, feitos com gorduras diferentes e com propriedades físico-químicas únicas, o que impede uma boa mistura entre eles.

coberturas e chocolates

Testes na Cozinha Experimental: Resultados

Realizamos testes em nossa Cozinha Experimental para verificar os resultados dessa mistura. Observamos que a cobertura obtida se apresenta bastante opaca, sem o brilho característico do chocolate nobre ou das coberturas fracionadas moldadas individualmente. Além disso, a mistura se mostrou instável, resultando em uma textura mole, sem o “snap” característico de um chocolate bem temperado ou a firmeza de uma cobertura moldada, derretendo facilmente nas mãos.

Com base nesses resultados, não recomendamos a mistura de coberturas fracionadas e chocolates. A combinação dessas gorduras diferentes compromete a qualidade final do produto, tanto em termos de aparência quanto de textura e estabilidade.

Solução Recomendada: Linha Inovare

Vantagens da Cobertura Inovare, para quem busca uma solução eficaz, recomendamos a linha Inovare. Essa cobertura contém uma gordura com comportamento muito similar ao da manteiga de cacau, necessitando do processo de temperagem. Contudo, na linha Inovare, esse processo possui uma maior margem de segurança, sendo ideal para quem está começando a trabalhar com a temperagem.

Aprenda Mais Sobre Temperagem

Conheça mais sobre as técnicas de temperagem aqui em nosso site e assista aos nossos vídeos tutoriais. Por fim, caso tenha dúvidas, comente conosco e teremos prazer em ajudar.

Chocolate no verão – tome cuidado!

Como Lidar com Chocolate no Verão: Dicas Essenciais

Desafios do Verão para Quem Trabalha com Chocolate

O verão brasileiro apresenta um grande desafio para quem trabalha com chocolate. O calor e a umidade, comuns nessa estação, afetam diretamente a qualidade do produto. Além disso, a Páscoa, a época mais importante do ano para o setor, coincide com o verão. Aqui estão algumas dicas para que o calor e a umidade não atrapalhem sua produção.

Pré e pós compra:

Verifique a exposição do produto no ponto de venda. O chocolate deve estar em um local fresco e arejado, longe da luz solar direta. Faça suas compras bem cedo ou à noite, dessa forma, você evita a exposição ao calor do dia.

Logo após, a compra leve os produtos imediatamente para casa. Evite circular com coberturas e chocolates a pé ou de ônibus pela cidade, e nunca deixe-os na sacola de compras dentro do carro. Em todos esses casos, o chocolate ficará exposto ao calor. Utilize caixas térmicas para facilitar o transporte e evitar que os produtos superaqueçam. Se estiver de carro, mantenha o ar-condicionado ligado e evite o porta-malas.

Durante a Produção

Trabalhe em um ambiente climatizado, com temperatura entre 18°C e 25°C. Investir em um ar-condicionado pode ser crucial para quem produz em grande escala. Assim, se isso não for possível, procure trabalhar nos horários mais amenos, como à noite ou de madrugada.

Armazenamento Adequado

Com o calor e a umidade, o armazenamento dos chocolates pode se tornar problemático. O ideal é ter um bom giro de estoque: compre, produza e entregue o mais rápido possível. Utilize caixas térmicas para entregas longas. Se precisar armazenar as barras em casa, escolha o local mais fresco e arejado possível. Evite geladeira e freezer, pois eles podem causar outros problemas para o chocolate.

Conte Conosco para Mais Dicas

Se precisar de mais dicas ou tiver dúvidas sobre como lidar com chocolates e coberturas no verão, entre em contato. Estamos aqui para ajudar você a manter a qualidade de seus produtos durante essa época desafiadora.

Como escolher seu chocolate

Guia Completo para Escolher Coberturas e Chocolates para Venda

Quem está começando a trabalhar com coberturas e chocolates para vender sempre se depara com uma dúvida comum: qual produto utilizar? Essa escolha depende da sua habilidade técnica, do tipo de receita, do valor de investimento e até da região onde você mora. Todas essas variáveis são essenciais para tomar a decisão certa. Assim, confira nosso guia rápido para acertar na escolha!

Chocolate Nobre: Melken

Características e Uso

O chocolate nobre, como o Melken, se destaca pela presença da manteiga de cacau, responsável pela textura única que derrete aos poucos na boca. Utilize-o em receitas onde essa característica é prioridade, como cascas de ovos de Páscoa, tabletes e bombons maciços. No entanto, manipular a manteiga de cacau exige cuidado. Para derreter e moldar novamente, é preciso dominar a técnica da têmpera. Aprenda essa técnica nas aulas de culinária da Harald, em nossos vídeos no YouTube e na área de técnicas do nosso site. E então, se você é iniciante, use o chocolate nobre em sobremesas como mousses, recheios de trufas e coberturas de bolos, onde a têmpera não é necessária e o sabor faz toda a diferença.

Chocolate de Origem: Unique

Exclusividade e Variedade

O Unique é um chocolate nobre com um diferencial: é feito exclusivamente com cacau brasileiro, sem adição de outras gorduras, apenas manteiga de cacau. Na linha Unique, você encontra versões com diferentes intensidades de cacau. Chocolates como Amazônia 70% e Bahia 63% possuem um sabor de cacau intenso, semelhante ao café ou vinho, onde a fruta e a região de cultivo são percebidos no produto final. Use esses chocolates em tabletes maciços ou receitas com poucos ingredientes para destacar o sabor. Veja a tabela de combinações da linha Unique na página do produto. Versões como Bahia 53%, Brasil 35% Ao Leite e Branco são ideais para sobremesas gourmets, recheios e coberturas de bolo.

Coberturas: Inovare

Facilidade e Qualidade

A cobertura Inovare oferece sabor e performance semelhantes ao chocolate nobre. Sua formulação é ideal para quem quer aprender a têmpera, pois não exige um domínio tão apurado da técnica. Além disso, as cascas de ovos feitos com Inovare são mais resistentes durante o transporte e manuseio.

Coberturas Fracionadas: Top e Confeiteiro

Simplicidade e Eficiência

As coberturas fracionadas são ideais para banhar trufas e moldar bombons e cascas de ovos de Páscoa recheados. A técnica é simples: basta derreter e usar. Elas formam casquinhas finas e brilhantes. A maior diferença entre elas está no tipo de gordura fracionada. A Top se aproxima mais do sabor e textura da manteiga de cacau, enquanto a Confeiteiro é mais resistente ao calor.

Combinação Perfeita: Melken e Top

Melhor Custo-Benefício

Combinar o chocolate nobre Melken com a Cobertura Top em receitas de bombons e trufas oferece mais sabor, menos trabalho e melhor custo-benefício. O recheio fica por conta do Melken, enquanto a casquinha fina e brilhante é garantida pela Cobertura Top.

Coberturas Hidrogenadas: Raspar e Cobrir

Resistência e Versatilidade

As coberturas hidrogenadas são extremamente resistentes ao calor e ideais para exposição em vitrines. São macias e indicadas para esculturas de chocolate e decorações como raspas, tubetes e leques. Além disso, use-as também para fazer pequenas peças decorativas, substituindo a pasta americana com vantagem no sabor. Aprenda a técnica aqui!

Considerações Regionais, Clima e Armazenamento:

Onde você mora é um fator crucial na escolha do produto. Devido à manteiga de cacau, o chocolate começa a derreter a 28°C. Mantenha-o entre 18°C e 25°C. Em regiões muito quentes, opte pelas coberturas. Inovare e Cobertura Fracionada Top se aproximam da performance da manteiga de cacau, mas são mais delicadas. Já Cobertura Confeiteiro e Raspar e Cobrir são mais resistentes ao calor.

Formato: Moedas ou Barra?

Sobretudo, escolher entre moedas ou barras é outra dúvida comum. Moedas são mais fáceis de trabalhar, não precisam ser picadas, é só derreter. Contudo, em locais úmidos, barras são melhores, pois possuem menor área de contato com o ar e absorvem menos umidade. Entenda melhor esse fenômeno no nosso blog e nos vídeos no YouTube.

Escolher o chocolate ou a cobertura ideal para suas receitas depende de vários fatores. Leve em consideração sua habilidade, tipo de receita, investimento e clima da sua região. Por fim, com as informações deste guia, você estará preparado para tomar a melhor decisão e garantir a qualidade dos seus produtos.

Máquina de cartão: incrementando suas vendas

Facilite Suas Vendas com uma Máquina de Cartão

A Importância do Pagamento com Cartão

Se você trabalha com chocolate e está no mundo do “faça e venda”, já deve ter enfrentado a dificuldade de uma pergunta comum: “posso pagar com cartão?”. Essa é uma facilidade que os compradores sempre procuram. Muitas vezes, eles optam por comprar em uma loja estabelecida pela possibilidade de parcelamento ou de pagamento futuro, ou até pelo fato de não ter “dinheiro vivo” no momento em que decidem pela compra.

máquina de cartão

Pessoa Física Também Pode Ter Máquina de Cartão

O que muitos não sabem é que, mesmo sendo pessoa física, é possível ter sua própria máquina de cartão de débito ou crédito. A princípio, você precisa apenas da sua conta bancária (não pode ser conta conjunta ou benefício) e alguns documentos. No entanto, há uma versão ainda mais simples que pode ser uma opção para quem não tem conta bancária: é criada uma conta virtual e a transferência ocorre para um cartão pré-pago.

Evite Intermediários e Faça Sua Própria Pesquisa

Algumas empresas oferecem intermediar esse serviço, eliminando a burocracia por taxas que vão de 200 a 500 reais. Mas, nem todas são seguras. Esqueça os intermediários, economize e faça sua própria pesquisa. Antes disso, é sempre bom ter alguns cálculos em mão para tomar sua decisão.

É essencial ter controle sobre seus rendimentos. Mesmo que você não fature igualmente todos os meses, faça uma média de ganhos mensais. Por quê? Porque você terá mais um custo fixo entre as suas despesas. Existem vários planos de pagamento da sua máquina de cartões, mas a maioria cobrará uma taxa fixa mensal ou uma taxa por operações realizadas (vendas). Dependendo do contrato, pode haver uma taxa mais alta por vendas que excedam a média mensal. Veja qual a melhor opção para você, a que mais se encaixa com as vendas e rendimentos alcançados com seu trabalho. Lembre-se, há taxas para vendas em débito, crédito e parcelamento – algo que pode influir sobre o preço de seu produto. No entanto, você recebe rapidamente (em geral, dois dias úteis) em sua conta corrente ou poupança.

Máquina de Cartão Tradicionais

As máquinas de cartão tradicionais que você vê nos estabelecimentos comerciais podem ser uma alternativa. Muitas vezes você resolve a sua afiliação sem sair de casa, via celular ou internet. Algumas empresas bem conhecidas fazem seu cadastro sem burocracia, exigindo pouca ou nenhuma documentação para quem não tem CNPJ. Essas máquinas recebem mais bandeiras, possuem credibilidade no mercado e dão a opção de diversas formas de pagamento. Sempre haverá um custo mensal, mas há serviço de suporte, instalação e troca da máquina – que é alugada – quando ocorre algum problema.

Maquininhas de Cartão

Outra solução, cada vez mais popular, são as maquininhas ou leitores de cartão que funcionam com ou sem celular (quando já vêm com um chip instalado). Em geral, são mais simples de adquirir – não é preciso assinar um contrato. A máquina é comprada, e não alugada, e não há taxas fixas ou aluguel. Não é preciso analisar detalhadamente seu faturamento para decidir qual plano é melhor para o seu negócio. Pode ser a melhor opção para quem não sabe o quanto vai faturar por mês.

Vantagens das Maquininhas:

  • Taxas mais baixas: As taxas são mais baratas que as das máquinas tradicionais e são sempre as mesmas. Por exemplo, a porcentagem de débito da maquininha é de 2,39% na venda. Se a venda for de 100 reais, você receberá R$97,61. Isso é prático para calcular o seu preço.
  • Portabilidade: Leves e portáteis, podem ser levadas aonde for preciso.
  • Diversidade de cartões: Aceitam diversos cartões de crédito e débito.

Cuidados na Escolha da Maquininha:

  • Tipo de conexão: Verifique se a maquininha vai utilizar o seu celular ou se já vem com chip de fábrica.
  • Bandeiras aceitas: Veja quais bandeiras a sua maquininha irá aceitar. Pense nos seus clientes e os cartões que mais utilizam.
  • Taxas de desconto: Confira todas as taxas de desconto sobre vendas.
  • Funcionalidades extras: Veja as outras funcionalidades que a maquininha pode oferecer, como permissão de parcelamento de vendas, impressão de comprovante, recargas de operadoras de celular ou pagamento de contas de consumo mediante pequenas taxas.

Avalie o seu momento: o seu “faça e venda” está crescendo? Seus clientes estão aumentando e os seus produtos estão sendo requisitados? É bem provável que uma maquininha de cartões vá impulsionar ainda mais o seu negócio!

Umidade no ar – mirando o inimigo!

Protegendo Chocolates e Coberturas: Dicas Essenciais

Saiba como identificar e evitar a umidade em seu ambiente de produção de chocolates e coberturas para garantir produtos de qualidade.

Localização geográfica: 

Ao trabalhar com chocolates e coberturas, é crucial reconhecer as fontes úmidas em seu ambiente. Uma observação comum é a presença de mofo em casas litorâneas, sinalizando alta umidade no ar. Assim, para combater isso, opte pela versão em barras do chocolate, pois ela é menos suscetível a derretimento do que as gotas. Essa prática também se aplica a regiões chuvosas próximas a corpos d’água.

Ambiente de trabalho: 

Além disso o clima, e atividades cotidianas como cozinhar e lavar roupas podem aumentar a umidade no ar do ambiente de trabalho. Essa umidade pode prejudicar a fluidez do chocolate e das coberturas durante o processo de produção.

Armazenamento em casa: 

Para evitar problemas causados pela umidade, armazene seus produtos em locais secos e arejados, longe de fontes de úmidas como pias e lavanderias. Portanto, mantenha a umidade do ambiente abaixo de 70% e utilize recipientes herméticos para armazenar chocolate aberto, garantindo sua qualidade por mais tempo.

Por fim, assista às aulas abaixo para aprender mais sobre como lidar com chocolates:

  1. Chocolate pastoso 
  2. Usando o chocolate pela segunda vez
  3. O mistério do chocolate branco
  4. Chocolate pastoso – as boas práticas que evitam o problema

O surgimento e evolução de uma receita: o chocolate!

A Evolução do Chocolate: Da Bebida Amarga à Doçura Moderna

Descubra a transformação do chocolate ao longo da história e as diferentes receitas que encantam os paladares atualmente.

Costumamos pensar no chocolate não apenas como um alimento, mas como uma matéria-prima versátil para bombons, trufas, ovos de Páscoa e muito mais. Mas o que exatamente é o chocolate? Esta deliciosa iguaria é, por si só, uma receita única, composta por massa e manteiga de cacau, leite e açúcar em diversas proporções. Ao longo da história, essa receita sofreu inúmeras alterações, adaptando-se aos gostos e avanços tecnológicos de cada época.

A primeira receita: Nos registros mais antigos, os povos pré-colombianos já desfrutavam do chocolate, mas não na forma de barras ou bombons. Na verdade, o chocolate era consumido como uma bebida amarga e energética, preparada pelos altos sacerdotes. Eles fermentavam as sementes do cacau, adicionavam água e pimentas, resultando em uma bebida considerada sagrada.

Influência europeia: Com a chegada dos europeus às Américas, o chocolate ganhou novos contornos. A bebida amarga foi transformada em uma deliciosa mistura doce com a adição de açúcar e leite, adaptando-se aos paladares europeus da época. O formato sólido de chocolate, como conhecemos hoje, surgiu durante a Revolução Industrial, com Joseph Fry, na forma de barras e tabletes.

Nos dias de hoje: Atualmente, o chocolate possui uma variedade de receitas, como o branco, meio amargo e ao leite, cada uma com suas características únicas. O chocolate branco, por exemplo, não contém massa de cacau, resultando em uma opção mais doce e clara. Já o meio amargo, com menor teor de leite, possui uma cor mais escura e um sabor mais intenso de cacau. Entre esses extremos, encontramos o chocolate ao leite e o blend, que combinam diferentes proporções dos ingredientes básicos para criar sabores distintos e equilibrados.

Hoje, essas são as principais receitas de chocolate e sua evolução que encantam os amantes deste doce irresistível. Qual é a sua preferida?

Por que o chocolate pega cheiro?

Já aconteceu de você deixar a manteiga na geladeira e, ao pegá-la, perceber que ela estava com cheiro de outro alimento, como cebola ou alho?

Essa é uma ocorrência muito comum, e o mesmo pode acontecer com chocolates e coberturas: como eles contém gorduras vegetais, podem absorver odores fortes da mesma forma que a manteiga, a margarina e os óleos.

A gordura dos chocolates e coberturas dissolve muitas das moléculas responsáveis pelo odor e pelo sabor de alimentos, o que significa que elas penetram no produto.

Para evitar que o seu chocolate ou cobertura absorva algum cheiro indesejado, deixe-o sempre protegido pela própria embalagem ou plástico filme e não o armazene próximo a alimentos com odor forte, como cebola, alho, especiarias, carnes, entre outros.

Você sabe por que levar o chocolate à geladeira para secar?

Após derreter, temperar e moldar o chocolate em casquinhas de bombons, trufas, pães de mel, ovos de Páscoa etc., você realiza o passo final: levar à geladeira para que o chocolate “seque”. Mas qual é o motivo? A etapa na geladeira é uma das mais importantes do processo: a cristalização.

Nesse processo, você garante o snap, o brilho e, sobretudo, a estabilidade do chocolate, graças à formação de cristais estáveis pela têmpera. A manteiga de cacau é composta por várias moléculas, que se organizam em diversos padrões – esses são os cristais, que são derretidos quando o chocolate é aquecido. A têmpera, ao resfriar lentamente o chocolate, forma novamente esses cristais estáveis.

A cristalização na geladeira faz o produto contrair, permitindo sua remoção dos moldes. Uma boa têmpera e cristalização resultam em casquinha brilhante, sem espaços ou buracos, refletindo a luz de forma uniforme.

No entanto, é importante não exagerar com a geladeira: o processo de cristalização leva em média 20-40 minutos numa temperatura entre 8°C e 10°C. Deixar tempo demais na geladeira pode causar problemas!

Para produtos que não contêm manteiga de cacau, as gorduras presentes organizam-se perfeitamente sem a necessidade de têmpera. Basta derreter, moldar e levar à geladeira!